nobody breaks my heart
Stars can't shine without darkness. lovers waiting for your Romeu or your Juliet. Since 07/19/2011.
Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.

Caio Fernando Abreu.  (via julgando)

Me provoca, que provoco você em dobro.
Em coro, admito: você é mais bonita que um solo do Jimmy Page, que um verso do Cartola, que a voz da Nina Simone, que um álbum dos Beatles, que os olhos do Chico. Quando a gente se encaixa, o refrão fica tão mais bonito. É a mesma sensação de passear na beira de um lago em algum jardim no mês de maio. Em Paris, talvez. Eu, sol bemol; você, fá sustenido; e a gente se toca no mesmo arranjo. Cá entre nós: até um lá menor fica maior aqui, quando estamos juntos no mesmo acorde.

Eu me chamo Antônio. (via acrescentada)

Sou como um dia nublado, frio. Já você, ah você e o sol, o meu sol.

Anndré G  (via sociedadedosfalsospoetas)

scotty-bear:

Niceeeee

É aquela vontade danada de andar de mãos dadas durante o dia e de pés dados durante a noite.

Fabrício Carpineja   (via f-ugirdevoce)

Porém, eu gostei dela. É raro encontrar alguém que vê além das nuvens, que se senta no meio do nada pra caçar estrelas e trocar ideias com a lua. Há pouco azul na cidade, ninguém dá mais bola para o firmamento, estão todos vivendo sem perceber os prédios se erguendo na volta e engolindo nossa capacidade de reparar nos detalhes.

Gabito Nunes.    (via s-i-m-p-l-i-f-i-c-a-r)

Nossa ilha, um ponto no mar, dois pássaros despidos, azuis… Nós imperfeitos, soltos, calcados e nus num ponto amarelo ouro. Eu posso te ver, meu bem, eu posso ver as nossas mãos mergulhadas no mar, eu te encontrei perdido em mim, eu me guardei na tua pele salgada. Eu quero ficar aqui, nossa ilha que é o nosso abrigo que a brisa encobre feito cobertor. Um abraço quente, solar. Na pepita mais valiosa do universo somos deuses semi-nus, sem sombras, somos luz, cabisbaixos e encobertos pelo orvalho salgado. Nos afagamos, nos cuidamos, tateamos nossos poros ensandecidos e descontínuos em ebulição. No ápice do medo o aconchego, no contratempo do ritmo desconexo a melodia perfeita do blues surrado de James Brown. Flui a inocência. Ah, as mãos… desenham na paredes as asas do gavião-rei que desponta no infinito nos indicando a direção. Na coluna cervical maleável e afã, a tatuagem da partitura da nossa canção, me tira pra dançar sobre as ondas do mar azul meu bem? somos ar… um desatino, somos loucos desvairados. Na velocidade da luz alcançamos as beiradas do abismo, os cantos e entremeios de nossas carnes vadias e entregues ao nossos sonhos intergaláticos. Somos meteoritos azuis endiabrados, nos desatamos sem nós, nossos mares se engolem, o céu se abarrota de estrelas e de uma em uma vamos contando felicidades no relógio universal.

Elisa Bartlett. (via oxigenio-dapalavra)

Sempre temos aquela mania idiota de acreditar em horas iguais, estrelas cadentes, simpatias, cartomantes…Bobagem isso. Vai por mim, se for pra acontecer, vai acontecer.

Thiara Macedo (sdpm)


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